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Por Dr. Renato de Ávila Kfouri

Até algumas décadas atrás, a relação entre pais e filhos era completamente diferente dos dias de hoje. Não é a toa que muitos avós hoje se espantam ao verem como seus netos “enfrentam” seus pais e como são mais espertas em comparação com as crianças da sua época.

Naquele tempo era falta de respeito falar com os pais encarando com o olhar, a criança devia falar com os olhos voltados para baixo; não podia falar à mesa de refeição, quando aliás era a última a ser servida. Tinha horário para tudo, roupas próprias para cada ocasião e uma disciplina rígida a ser seguida. As obrigações eram fundamentais, e ai de quem ousasse questioná-las.

Os tempos mudaram: Passaram-se os Beatles, a geração Paz e Amor de Woodstock, a Guerra do Vietnã e veio a informática fazer parte do nosso dia a dia.

Hoje, nossas crianças são mais participativas, entrosadas, ouvidas e respeitadas no ambiente familiar e escolar. Isso sem dúvida é um grande avanço, principalmente na área de aquisição de novos conhecimentos e da saúde física e mental.

O que nos faz parar e refletir é que provavelmente nossas crianças agora passarão a ter úlceras, stress, ofertas de trabalho reduzidas, mundo muito mais competitivo e globalizado e empregos só nas grandes corporações resultantes das grandes fusões.

Com a expectativa de vida crescendo e a qualidade de nossos relacionamentos humanos diminuindo, (o homem cada vez mais falando e se comunicando através de máquinas), os pais e educadores devem estar atentos para suprir as carências afetivas e tentar ao máximo sempre transmitir às suas crianças, os valores da riqueza interior, da ética e da espiritualidade.

Cabe a nós, pais e educadores, tentar dar uma direção ao grande vazio e a pobreza espiritual que aguarda o novo milênio, onde o Material tentará sempre se sobrepor ao Espiritual.

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