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Por Dr. Renato de Ávila Kfouri

A anemia é definida como uma diminuição anormal da quantidade de glóbulos vermelhos (hemácias) circulantes no organismo de uma criança.
Os glóbulos vermelhos tem como função principal o transporte de oxigênio dos pulmões para todas as células do organismo, promovendo na criança um crescimento adequado, um desenvolvimento motor apropriado e proteção contra infecções virais e bacterianas além de outras funções menores.

As crianças com anemia apresentam-se pálidas, descoradas, abatidas, com dificuldade de crescimento, desanimadas, muitas vezes vivem doentes, com infecções e geralmente com deficiência escolar e no aprendizado.

A suspeita diagnóstica de anemia deve ser confirmada através da dosagem das hemácias num exame simples de sangue: o Hemograma. A análise revela a intensidade da anemia bem como fornece alguns dados para que se possa diagnosticar o tipo específico dela.

Quanto mais acentuada é a anemia mais importantes são os seus sintomas, e mais fácil será reconhecê-la. O médico pediatra da criança deverá estar atento aos primeiros sinais da doença e evitar que a mesma progrida.

Existem vários tipos de anemia e o médico deverá conhecê-los para orientar um adequado tratamento:

  • Anemia por deficiência de Ferro: A mais comum delas na infância, é caracterizada por ingestão deficiente deste mineral que é parte integrante dos glóbulos vermelhos. A prevenção deste tipo de anemia se faz através de uma alimentação apropriada que se inicia com o Aleitamento Materno Exclusivo nos primeiros meses de vida. A dieta da criança deverá então, ser rica em alimentos que contenham ferro, especialmente as carnes vermelhas, gema do ovo, verduras escuras, e em menor grau o feijão e a beterraba, que devem ser ingeridos diariamente.
  • Anemias Carenciais: Além do ferro, outras vitaminas se não ingeridas em quantidades mínimas podem também levar a quadros de anemia como é o caso da Vitamina B12 e o Ácido Fólico.
  • Anemias Hereditárias: Existem anemis que estão relacionada a problemas genéticos familiares como é o caso da Anemia Falciforme, a Talassemia, a Esferocitose e outras.
  • Anemias por Perdas: São causadas por sangramentos e podem ser agudas, nos casos de hemorragias, ou crônicas, quando a perda sanguínea é lenta e contínua.

As crianças de risco para desenvolverem anemia são as prematuras, as alimentadas com leite artificial, as crianças com pouca ingesta de ferro e aquelas que não são submetidas a avaliação pediátrica rotineira.

Atualmete muitos alimentos, especialmente os lácteos, são enriquecidos com ferro, o que colabora para a diminuição da incidência de anemia, porém o acesso a eles ainda é restrito a uma pequena parte da população.

A anemia em nosso meio continua sendo um grande problema de saúde pública pois muitas vezes está associada a falta de poder aquisitivo da população, a verminoses concomitantes e falta de saneamento básico. É preciso estar atento e reconhecer precocemente o problema para evitar que consequências maiores aconteçam com o futuro da criança.