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Por Dr. Renato de Ávila Kfouri

Uma das queixas mais comuns nos consultórios pediátricos é a dor abdominal, muitas vezes vaga, imprecisa e sem uma boa caracterização por parte da criança.

Na maior parte das vezes a queixa não está relacionada com problemas graves. Pode simplesmente ser uma vontade de fazer cocô ou xixi, ou até fome, que a criança não consegue distinguir a causa de seu desconforto.

As causas emocionais não devem nunca ser esquecidas, pois muitas vezes as crianças “usam” a dor de barriga para exibir a sua fragilidade e obter a atenção desejada. Carinho, mimo e beijinhos da mamãe rapidamente fazem cessar a dor.

As causa orgânicas para a dor abdominal podem ser inúmeras, mas três merecem especial atenção: verminoses, erros dietéticos e prisão de ventre.

As verminoses são muito frequentes em nosso meio e geralmente se manifestam com dor abdominal, perda de apetite, cansaço e alterações do hábito intestinal.

Entre os vermes mais comuns, a lombriga e a giárdia são os principais envolvidos. Exames e medicação apropriados resolvem a questão.

A alimentação de nossas crianças nos dias de hoje é um convite ao desenvolvimento de doenças como a gastrite e úlcera, já que elas ingerem com frequência refrigerantes, sanduíches, corantes, doces e demais “bobagens” que muitas vezes são responsáveis pela dor de barriga.

O intestino preso resulta em cólicas e dor abdominal em qualquer idade, e se manifesta na criança de intensidade variada. Na raíz deste problema está uma dieta pobre em fibras (frutas e verduras), que necessita ser ajustada para que a dor desapareça.

Outras causas mais raras de dor abdominal em crianças envolvem problemas renais, de vesícula, cálculos, apendicites, colites e uma série de outras doenças que só seu pediatra poderá esclarecer.

Os pais não devem se esquecer que a alimentação saudável e bons hábitos de higiene são a melhor forma de prevenir a dor de barriga em seus filhos, e que eles devem estar atentos a situações emocionais que possam interferir.

Consulte sempre seu pediatra e lembre-se: AUTOMEDICAÇÃO JAMAIS!